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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Você acredita em milagres?


Para quem procura uma leitura agradável  e uma companhia inseparável para uma viagem longa ou uma tarde preguiçosa, a primeira edição traduzida para o português de Morte e Vida de Charlie St. Cloud é perfeita. À primeira impressão e, talvez uma insensível, a história parece leve e despretensiosa, quase adolescente. porém, não é o que se concluí após uma reflexão das 304 páginas deste livro.

Antes de conquistar a crítica que elevou Morte e Vida de Charlie St. Cloud como best-seller nos Estados Unidos e estar na lista dos mais vendidos do The New York Times, o jornalista Ben Sherwood, formado nas Universidades de Harward e Oxford, começou a carreira na ABC News em Nova York e hoje é produtor executivo da NBC. Sherwood já recebeu o Emmy pela cobertura da guerra em Kosovo, e o prêmio Edward R. Murrow, pela edição de notícias. Atualmente, mora em Nova York e escreve seu segundo romance.

A história que o consagrou como escritor, começa em uma pacata vila de pescadores da Nova Inglaterra, onde o jovem Charlie St. Cloud resolve trabalhar no cemitério em que Sam, seu irmão mais novo, morto em um acidente de carro, está enterrado. Charlie foi o único sobrevivente do acidente e recebe o dom de ver  e conversar com o espírito de Sam. Para ficar mais perto de seu irmão, ele deixa seus sonhos para trás e abdica de viver sua vida de forma completa. No entanto, a chegada de Tess Carol, uma mulher independente que está treinando para navegar sozinha ao redor do mundo em um veleiro, neste mundo tão particular, os obriga a fazer escolhas.



Com uma lição de fé e desapego, esta é uma obra que nos faz refletir sobre a ordem das coisas e a razão para que elas aconteçam. É impossível não se emocionar com o desenrolar de uma trama bem feita e detalhada, ainda mais quando ela traz considerações tão particulares. Até que ponto você está disposto a se desapegar de seu passado e sua culpa? E quão fundo você quer chegar para descobrir um pouco mais sobre si mesmo?

 Às vezes a vida nos coloca naquela situação que é preciso fazer alguma coisa, sair da zona de conforto, enfrentar a realidade e assumir a missão que nos é dada. Mais do que entretenimento St. Cloud carrega nossas dúvidas, inseguranças e angústias da vida, mas principalmente, joga em nosso colo aquela pergunta que está além do pensamento racional e dos olhos humanos: Você acredita em milagres?

sábado, 17 de julho de 2010

"Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento"

Nascida em Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, Lya Luft é formada em Letras Anglo-germânicas e com mestrados em Literatura Brasileira e Lingüística Aplicada, trabalha como tradutora de alemão e inglês, tendo traduzido obras de autores consagrados como Virginia Woolf. Foi ganhadora do prêmio União Latina de melhor tradução técnica e científica em 2001 pela obra Lete: Arte e critica do esquecimento, de Harald Weinrich.


Iniciou sua carreira literária aos 41 anos, em 1980 com a obra As Parceiras, seguido por A asa esquerda do anjo (1981), Reunião de família (1982), Mulher no palco (1984), O quarto fechado (1984), Exílio (1987), O lado fatal (1988), A sentinela (1994), O rio do meio (1996, prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes), Secreta mirada (1997), O ponto cego (1999), Histórias do tempo (2000), Mar de dentro (2002) e Perdas & Ganhos (2003).

 
Lya Luft divide Perdas & Ganhos em cinco grandes grupos de temas, que se entrelaçam em quatorze capítulos e percorrem a linha sutil da vida. A autora desde o início convida a refletir sobre a percepção do mundo e das pessoas a partir do ponto de vista de cada um e a importância da família, que acompanha todo o desenvolvimento da obra.

A linguagem do livro é de uma conversa franca com um amigo íntimo, em que são expostas sem censuras as dúvidas, angústias e sofrimentos, sentidos por quem não consegue lidar com as perdas. Sem dúvida alguma, elas atingem a todos, no entanto a reação varia conforme as escolhas de cada um.

As transformações inevitáveis do corpo e da vida são tratadas em temas como aceitação, beleza, juventude, amor, casamento, submissão, velhice e morte, em que Lya Luft trabalha de forma com que o leitor dialogue e reflita consigo mesmo, enquanto lê o livro e se identifica com alguma situação.

Perdas & Ganhos é um livro que traz ensinamentos a jovens, adultos e idosos, sem distinção de sexo, porque mostra a responsabilidade pelas escolhas e omissões, e que apesar das grandes perdas que se têm durante a vida, os ganhos são ainda maiores e melhores, que fazem compensar toda a caminhada. Além de mostrar que o sofrimento que derruba é importante para fazer voltar a crescer e aprender, assim como a certeza da morte se faz necessária para dar maior amor à vida.

O que a autora faz é transformar o túnel escuro e sem saída de uma trajetória de perdas, em um caminho claro e cheio de luz, onde é possível ter esperanças de dias melhores e um impulso de, antes de tudo, transformar-se, porque assim como ela cita em sua obra: "Viver, como talvez morrer, é recriar-se a cada momento".

Não entre em pânico!


Douglas Adams é autor da série O Mochileiro das Galáxias, publicada no Brasil pela Editora Sextante. A coleção inclui também os títulos O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, o Universo e Tudo Mais; e Obrigado Pelos Peixes! Adams nasceu em Cambrigde, Inglaterra, em 11 de março de 1952, iniciou sua carreira como roteirista e escritor do Dr. Who, profundamente interessado em tecnologia trabalhou na produção de vários videogames, inclusive o da série do Mochileiro. Em 1984, Douglas se tornou o autor mais jovem a receber um Prêmio Golden Pan da Pan Books, a editora inglesa da série do livro, posteriormente ele também foi indicado para o primeiro prêmio Melhor Novelista Jovem Britânico. Aos 49 anos, ele faleceu em 11 de maio de 2001, e finalizava o roteiro para o filme.



Do original The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, é o primeiro de cinco livros da série de ficção científica, que se iniciou com um programa de rádio transmitido pela rádio britânica BBC Radio 4 em 1978, e também foi adaptado para o cinema em 2005.


De uma forma cômica, com um pouco de ironia e sarcasmo o autor convida o leitor a uma viagem inesperada e abrupta, que se inicia com a destruição da Terra, para a construção de uma via intergaláctica e com a história da demolição da casa do típico inglês, Arthur Dent. Atrapalhado e distraído, Arthur se vê acidentalmente em uma viagem pelo espaço, com seu amigo Ford Prefect, um extraterrestre, que vivia disfarçado há 15 anos de ator desempregado, para fazer uma pesquisa para a nova edição do melhor guia de viagens interplanetário, o Guia dos Mochileiros.


Através de galáxias e planetas cheios de perigo e surpreendentemente cheios de vida, os dois vivem grandes aventuras, e conhecem outros personagens desta história divertida, como a jovem Trillian, o excêntrico presidente Zaphod Beeblebrox e Marvin, um robô feito para ter sentimentos humanos. Adams usa a sátira para abordar temas como a burocracia, a política, e mais profundamente sobre a busca do sentido da existência.


Para quem procura algumas horas de lazer, divertimento e boas risadas, o livro é uma ótima opção. Recomendado à todas as idades e para todos que desejam uma boa viagem acompanhada com o melhor guia das galáxias.


Recomenda-se também estar acompanhado de um bom amigo, para dividir as risadas, como o que me emprestou este livro...